segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DNA Do Homem De Neandertal é 99,9% Igual Ao Nosso


O homem de Neandertal viveu na Europa da Idade do Gelo por 150 mil anos. Eram nossos parentes mais próximos – até serem extintos, há 30 mil anos. Mas teriam eles desaparecido completamente? Ou sobrevivem, ainda que parcialmente, dentro de nós? No dia 12, comemorando o bicentenário de Charles Darwin, o geneticista sueco Svante Pääbo anunciou o sequenciamento parcial do DNA do Homo neanderthalensis, de amostras extraídas de seis indivíduos. “É a primeira vez que o genoma completo de um organismo extinto foi sequenciado”, afirmou Pääbo em Chicago, na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS). Pääbo, de 53 anos, foi o pioneiro em isolar genes do Neandertal, em 1997. Ele, hoje, é diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha.

O mapeamento do DNA do homem de Neandertal é um feito notável. A maior parte do material genético saiu de um fêmur de 38 mil anos, desenterrado em uma caverna na Croácia. Outros pedaços vieram de sítios arqueológicos na Rússia, Espanha e Alemanha. Cada fóssil tinha poucos fragmentos de DNA aproveitáveis. A equipe de Pääbo teve de sequenciar os genes de todos os fragmentos, para depois juntar o quebra-cabeça. Conseguiram decifrar 3 bilhões de letras, que correspondem a 63% do DNA.

Os primeiros fósseis do homem de Neandertal foram achados na Alemanha, no Vale de Neander (Neanderthal, em alemão), em 1856. Por causa de sua testa grande e esqueleto atarracado, diferentes dos alemães do século XIX, os homens de Neandertal foram considerados “homens das cavernas”. Conhecer o DNA de um ser tão parecido conosco é fundamental para entender, afinal, o que nos torna humanos. Comparar a carga genética do Homo neanderthalensis com a do Homo sapiens permitirá retraçar passos recentes de nossa evolução, como o surgimento da fala e o desenvolvimento do cérebro. Já se sabe, por exemplo, que o homem de Neandertal tinha o mesmo gene FOXP2, que nos humanos está ligado à fala e à linguagem. Esse gene é diferente nos chimpanzés, que compartilham 98,5% de nosso DNA. “Não há razão para acreditar que o homem de Neandertal não podia falar”, diz Pääbo. “Mas existem muitos outros genes envolvidos na fala e na linguagem. Ainda há muito estudo a ser feito.” Com o DNA decifrado, dá para ressuscitar o homem de Neandertal? “Não. Seria tecnicamente impossível.” O geneticista continuará acumulando o DNA de 20 homens de Neandertal para preencher as lacunas que faltam e completar o genoma.

Em 2001, descobriu-se que os homens de Neandertal eram ruivos. Desde então, especula-se se os cabelos ruivos, presentes em 2% da humanidade, teriam sido herdados deles. Pääbo calcula que as duas espécies têm entre 99,5% e 99,9% de genes idênticos. Trata-se da mesma diferença genética (de até 0,5%) que se observa entre os 6,7 bilhões de humanos. Será que os homens de Neandertal formavam outra espécie? Ou eram gente como a gente?

Uma análise preliminar mostrou que uma parte muito limitada de seus genes faz parte do DNA humano, diz Pääbo. “É provável que o cruzamento entre as duas espécies fosse possível”, diz Chris Stringer, antropólogo do Museu de História Natural, de Londres. “Mas deve ter sido muito rara. Havia muitas diferenças físicas e culturais entre elas.”

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26680-15224,00-DNA+DO+HOMEM+DE+NEANDERTAL+E+IGUAL+AO+NOSSO.html

PS: O debate sobre os homens de Neandertal serem ou não da mesma espécie que a nossa, já é de há muito tempo. Mas depois do mapeamento do DNA do homem de Neandertal, houve crescimento de defensores da hipótese de o homem de Neandertal e nós, sermos da mesma espécie, por causa da ENORME semelhança genética. Será mesmo que o homem de Neandertal era de espécie diferente da nossa? Muitos cientistas estão certos de que não, apesar do pesquisar Pääbo parecer defender a hipótese de duas espécies distintas.

PS²: Até hoje na biologia, não se sabe ao certo a definição de espécie. Por aí, o leitor já pode perceber que a classificação que fazemos hoje dos animais, não significa uma verdade, mas uma hipótese que pode ser mudada a qualquer momento, de acordo com as evidências.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Resposta à resposta de Dawkins

"Richard Dawkins finge que responde a pergunta de uma aluna do colégio Randolph-Macon Woman's in Lynchburg.

Acompanhe mais erros básicos de lógica do Sr Dawkins".





http://www.youtube.com/watch?v=5-3h85qiK6g

domingo, 1 de novembro de 2009

Animal Desconhecido - Quantos Deles Deve Haver Por Aí?


Encontrada estranha criatura preservada em âmbar por 100 milhões de anos: uma mosca com três olhos acima de um par de chifres.

Descoberto em uma mina no vale de Hukawng, em Myanmar, o fóssil tem entre 97 milhões e 110 milhões de anos e viveu no período Cretáceo. A substância pegajosa da árvore que a rodeou se encarregou de preservar em detalhes sua anatomia – as únicas partes faltando de seu corpo são a porção esquerda do abdome e uma parte de uma das patas esquerdas.

Chamada de Cascoplecia insolitis – do latim “cascus”, que significa velho, e “insolates”, de insólito, estranho, incomum – ela é diferente de todas as espécies de inseto já descritas na biologia. Isso significa que se trata de uma família, gênero e espécie completamente novos.

Apesar de suas asas serem parecidas com as encontradas na família Bibionomorpha, ela possui antenas de formas peculiares, pernas muito longas e pequenas mandíbulas que teriam limitado suas mordidas a porções bem pequenas de comida - além dos chifres e dos três olhos funcionais.

Os pesquisadores da Universidade Oregon State, que estudam o achado, acreditam que essas duas características funcionavam como mecanismos de defesa e ofereciam uma vantagem na alimentação de flores pequenas, mas não eram tão vantajosos para flores maiores. Por isso, talvez, elas não tenham tido sucesso evolutivo – já que nenhum outro inseto descoberto possui um chifre como este, ou muito menos olhos acima dele.

Mas apesar da aparência monstruosa, acredita-se que a mosca era uma pacata herbívora que se alimentava de pólen e néctar em pequenas flores tropicais. Suas longas patas, que a ajudariam a subir nas plantas, estavam recobertas de pólen também preservado no âmbar.

Aliás, para os que já fizeram a associação do âmbar com o mosquito do filme “Parque dos Dinossauros”, ficou claro que, em se tratando de um herbívoro, o fóssil não possui vestígios de sangue de Tiranossauro dentro de si.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/achado-fossil-de-mosca-com-chifres-e-3-olhos-28102009-5.shl


PS: Isso me faz pensar o quanto Karl Popper estava certo quando nos advertiu quanto ao perigo da indução. Coisas do tipo: Se a maioria das pessoas só vêem cisnes brancos, logo, só existiram/existem cisnes brancos. E isso me faz pensar também que, diferentemente do que a maioria das pessoas pode pensar, a criptozoologia deve ser levada mais a sério também! Quantos animais considerados lendários, podem ter existido e existem ainda? Se os cientistas deixarem seus pré-conceitos e tradições de lado dentro da ciência, poderemos descobrir grandes surpresas através de questões como essas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Neurociência e Religião


A neurociência está engatinhando ainda [é uma ciência extremamente nova], mas muitos cientistas já decretaram que Deus não passa de um produto do cérebro. Orgulho, cientismo, ingenuidade e ignorância quanto ao seu próprio trabalho, podem ser atribuídos aos cientistas que assim pensam, que parecem desconhecer a enorme limitação até mesmo da tecnologia com que trabalham. E pasmem! Alguns desses cientistas estão até supondo que a neurociência nos dará as respostas para todos os mistérios que nos cercam, uma atitude até mesmo anticientífica!

Deixo logo abaixo um artigo da Sociedade Portuguesa de Ciências Cognitivas para os leitores perceberem a estupidez do tipo de cientista citado logo acima:

http://jcienciascognitivas.home.sapo.pt/09-03_reimao.html

PS: Para acompanhar esse artigo, sugiro que os leitores leiam isto.

A Teoria Da Evolução Refuta o Teísmo?

Alguns ateístas acham que a Teoria da Evolução é incompatível com o teísmo. William Lane Craig mostra de forma simples, o contrário: Nem mesmo a Teoria da Evolução pode refutar o teísmo!



http://www.youtube.com/watch?v=aJz63BESzrk


PS¹: Craig no vídeo não se refere à origem da vida, mas aos passos na evolução humana. Os autores do livro citado por Craig, com certeza levaram em consideração os mecanismos da evolução que conhecemos hoje para fazerem as suas estatísticas. Percebam que os autores levaram em conta as leis naturais, pois se referem ao surgimento do genoma humano pela natureza[isso inclui os mecanismos da evolução e a história evolutiva ao longo do tempo também]. Sabemos que em ciência, improbabilidade não significa que algo seja impossível, mas também sabemos que não significa que algo seja real. Por exemplo: Para a ciência, um ovo quebrado voltar a ficar inteiro é muito improvável, mas não impossível, mas isso não significa que o ovo voltar ao seu estado normal depois de quebrado seja algo que ocorrerá na realidade.
PS²: A história deixa claro que o pensamento do Gênesis não ser interpretado em 6 dias literais, aconteceu muito antes de Darwin e isso pode ser lido em vários livros de filósofos cristãos como Descartes, por exemplo. Esta idéia do Gênesis não ser interpretado em 6 dias literais, diferentemente do que muitos pensam, não é uma adaptação da religião à Teoria da Evolução, mas é um pensamento de muito antes da Teoria da Evolução segundo Darwin-Wallace.

sábado, 17 de outubro de 2009

Teoria Da Evolução - Ciência Histórica Acima De Tudo!


Muitos dinossauros estão enfrentando a possibilidade de um novo tipo de extinção - uma controvertida teoria sugere que até um terço das espécies conhecidas de dinossauros talvez nem mesmo tenham existido. Isso acontece porque os jovens dinossauros não se assemelham a versões miniaturizadas de seus pais, de acordo com novas análises conduzidas pelos paleontologistas Mark Goodwin, da Universidade da Califórnia em Berkeley, e Jack Horner, da Universidade Estadual de Montana.

Em lugar disso, como os pássaros e alguns outros animais ainda existentes, os exemplares jovens passavam por mudanças físicas dramáticas ao se tornarem adultos. Isso significa que muitos fósseis de dinossauros jovens, entre os quais espécimes aparentados ao tiranossauro rex, podem ter sido identificados erroneamente como exemplares de outras espécies, argumentam os pesquisadores.

Como o tiranossauro rex se tornava um terror
Um dos exemplos fortes que eles oferecem é o do Nanotyrannus. O animal, classificado como um parente de menor porte do tiranossauro rex, agora é visto por muitos especialistas como um exemplo de identificação incorreta, e representaria na verdade um tiranossauro juvenil classificado indevidamente.

Os fósseis que supostamente pertencem à espécie Nanotyrannus têm aparência semelhante à que um tiranossauro rex deveria ter em sua adolescência, apontou Horner em um novo estudo. Isso se deve ao fato de a estrutura craniana de um tiranossauro rex se alterar dramaticamente à medida que o animal crescia, segundo o pesquisador.

O crânio se alterava, de uma forma original alongada para o focinho e mandíbula curtos que nos são mais conhecidos; a mudança acontecia para quer o animal pudesse consumir maior quantidade de alimento. Mas a prova decisiva, de acordo com Horner, foi a descoberta de um dinossauro que tinha tamanho intermediário entre o de um tiranossauro rex adulto e o de um Nanotyrannus.

O Nanotyrannus -na opinião de Horner, efetivamente um jovem tiranossauro- contava com 17 dentes na mandíbula inferior, ante os 12 encontrados nas mandíbulas de tiranossauros adultos. Já o dinossauro de porte intermediário entre ambos contava com 14 dentes em sua mandíbula inferior, o que sugere que o esqueleto tenha pertencido a um tiranossauro rex jovem, que estava em meio à transição de seus dentes iniciais, menores e em formato de lâmina, para o número inferior de dentes molares que a espécie ostentava em seu estágio adulto.

A transformação do triceratope
Os paleontologistas também conseguiram amealhar uma coleção considerável de fósseis de triceratopes, representando animais que morreram em diversos estágios da vida, em um sítio do período cretáceo tardio (145,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás), em Hell Creek, no leste do Estado de Montana.

Os crânios dos dinossauros, cujas dimensões variavam entre as de um prato e as de um crânio humano, provinham de diversos animais. Quando os paleontologistas estudaram os crânios, constataram que os pequenos chifres retos dos animais mais jovens se transformavam, à medida que os animais envelheciam. Os chifres dos animais jovens tinham as pontas para trás, enquanto os dos adultos apontavam para frente.

O folho característico do pescoço do animal também passava por alterações: os ossos triangulares que formavam uma crista em torno do folho nos animais jovens se alongavam e achatavam, formando um escudo em forma de leque, nos exemplares mais velhos.

"Neste projeto de 10 anos, pudemos recolher uma série muito boa sobre o crescimento dos dinossauros, algo que ninguém havia visto antes, e assim acompanhamos essa transformação à medida que ocorria", disse Goodwin. "Nós fomos capazes de documentar as mudanças extremas que ocorriam ao longo do crescimento, como por exemplo aquela que se refere à orientação dos chifres", afirmou.

Os pássaros como paralelo

Provas quanto aos motivos dessas mudanças físicas dramáticas nos dinossauros podem ser obtidas em seus mais próximos parentes vivos, dizem os especialistas. Os búceros, por exemplo, não ostentam sua característica estrutura de penas em forma de capacete até que tenham atingido três quartos do tamanho que terão como adultos.

Da mesma maneira que os chifres em um cervo, essas penas ajudam os demais animais a discernir entre os adultos maduros e os jovens. Da mesma forma, as mudanças na aparência dos dinossauros poderiam servir para promover a comunicação visual.

Por exemplo, os chifres ou calombos de cabeça, possivelmente acoplados a variações de cores, podem ter criado identificações visuais inconfundíveis que garantiam que membros de uma espécie se reconhecessem entre eles.

Também podem ter identificado dinossauros como machos ou fêmeas, ou os marcado como animais adultos em busca de reprodução ou jovens que necessitavam de proteção.

Conclusão exagerada?
Hans-Dieter Sues, paleontologista do Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos, em Washington, diz que os cientistas descobriram nos anos 70 que algumas espécies de dinossauros dotados de bicos na verdade representavam formas diferentes de animais em estágios de maturidade distintos, e que portanto o número de espécies identificadas era menor que o originalmente calculado.

Sues, que não participou da nova pesquisa, concorda em que algumas espécies de dinossauros do cretáceo tardio podem na verdade ser exemplares juvenis de outras espécies. "Muitos dinossauros - da mesma forma que muitos vertebrados atuais - mudavam muito de aparência ao crescer", ele disse.

Mas "algumas dessas conclusões são controversas", ele acautelou, acrescentando que a ideia de que até um terço das espécies precise de reclassificação representa um exagero. Ele acredita que uma segunda extinção "científica- de dinossauros seja improvável" a não ser que os caçadores de fósseis descubram novos exemplares que provem a teoria. "Testar hipóteses como essa é difícil", disse, porque "isso requer mais material fóssil do que dispomos atualmente".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4045451-EI8147,00-Um+terco+das+especies+de+dinossauros+nunca+existiu+diz+teoria.html


PS: Percebam os leitores que alguns cientistas [ou todos?] conseguem confundir uma mesma espécie, só por causa da sua aparência, classificando-a como espécie diferente. Para entender isso, basta confundir um pintinho com outra espécie diferente da de um galo de mesma espécie que o pintinho, pelo fato dele(pintinho) ter uma aparência diferente da do galo da sua mesma espécie, até o pintinho se tornar um(galo).

Estudo Desafia Idéias Sobre Ancestral Dos Pássaros

O arqueópterix, um dinossauro classificado como ancestral dos pássaros, talvez não seja um pássaro, afinal. O primeiro fóssil dessa espécie de tamanho semelhante ao do corvo causou sensação imediata ao ser escavado no sul da Alemanha, em 1860. Tinha penas, e um osso bifurcado como os dos pássaros, mas também dentes e uma cauda longa e óssea, como os répteis. Por ter surgido no ano seguinte ao da publicação de "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, a descoberta convenceu muitos cientistas a aceitar a teoria darwiniana da evolução por seleção natural.

Thomas Henry Huxley, um dos mais firmes aliados de Darwin, reconheceu o fóssil em uma placa de calcário, e o identificou como espécie de transição entre os dinossauros e os pássaros. Ao longo do tempo, os 10 espécimes conhecidos de arqueópterix se tornaram amplamente aceitos como exemplos dos mais antigos pássaros identificados, datando de cerca de 150 milhões de anos atrás.

Agora, os cientistas estão examinando pequenas amostras de um osso longo de um dos espécimes, pela primeira vez com o uso de microscópios de alta potência, e identificaram padrões inesperados indicando que a espécie crescia em ritmo mais rápido que o dos répteis vivos mas equivalente a apenas um terço do crescimento dos pássaros modernos. Os indícios, reportados pelos pesquisadores na quinta-feira, servem para contestar a hipótese de que o arqueópterix já havia desenvolvido as características fisiológicas de um pássaro moderno.

Em estudo publicado pela revista online PLoS One, a equipe científica comandada por Gregory Erickson, paleontologista da Universidade Estadual da Flórida, concluiu que o arqueópterix era simplesmente um dinossauro emplumado que talvez tenha sido capaz de certa medida de deslocamento aéreo, ainda que possivelmente não de voo controlado. Em resumo, apesar de estar equipado com penas, o animal não serviu de arquétipo aos pássaros.

Erickson declarou em entrevista que um estudo com um microscópio polarizador demonstrou que a densa microestrutura dos ossos do animal não apresentava muitos traços de vasos sanguíneos. Ele afirma que isso constitui indício de um metabolismo lento, o que indicaria que o espécime provavelmente precisava de mais de dois anos de desenvolvimento para atingir o tamanho adulto. Os pássaros contam com metabolismo especialmente rápido, o que os torna capazes de deixar o ninho em dias ou algumas semanas.

Mark Norell, um dos co-autores do estudo e especialista em pesquisa de dinossauros no Museu Americano de História Natural, em Nova York, diz que as constatações demonstram que "a transação para os pássaros, em termos fisiológicos e metabólicos, aconteceu bem depois do arqueópterix". Como resultado, acrescenta, o surgimento evolutivo dos pássaros "continua a ser um imenso mistério".

Tanto Norell quanto Erickson enfatizaram que suas constatações não solapam a teoria, já tradicional entre os paleontologistas, de que os pássaros evoluíram dos dinossauros terópodes. Os pássaros, nesse sentido, são dinossauros aviários, ainda que alguns ornitologistas considerem que essa classificação é um tanto forçada.

Paleontologistas e ornitologistas que não participaram da pesquisa afirmam que as descobertas são um passo importante para o estudo do elo entre pássaros e dinossauros, mas não constitui surpresa. "O arqueópterix foi sempre visto como um exemplo maravilhoso de espécie de transição", disse Helen James, ornitologista do Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos, em Washington. "Seria de esperar que sua fisiologia tenha sido transicional, se comparada à dos pássaros e dos répteis modernos".

Lawrence Witmer, paleontologista da Universidade do Ohio e pesquisador que também trabalha com o arqueópterix, afirmou que não estava surpreso com a descoberta de que a espécie não era "totalmente aviária", mas que ainda assim ela apresentava muitos traços presentes em pássaros posteriores, o indica que não perderia seu posto como "membro muito básico" na árvore genealógica das aves.

No novo estudo, os cientistas trabalharam com Zhonge Zhou, do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia dos Vertebrados, em Pequim, conduzindo exames ósseos semelhantes em diversos espécimes recentemente localizados na China de espécies de dinossauros emplumados. Os cientistas concluíram que o confuciusornis é a primeira espécie conhecida em que a transição para um ritmo de crescimento semelhante ao das aves foi concluída.

O confuciusornis viveu cerca de 130 milhões de anos atrás. Ainda que seu ritmo de crescimento fosse um pouco mais lento que o dos pássaros de porte semelhante, essa espécie não tinha dentes ou cauda longa e parecia crescer mais rápido que o arqueópterix e outros espécimes intermediários conhecidos. Fósseis de pássaros mais avançados, com ossos bem equipados com vasos sanguíneos, surgiram pouco menos de 100 milhões de anos atrás.

De fato, foram as numerosas descobertas na China que levaram ao primeiro exame detalhados dos ossos do arqueópterix. Dois anos atrás, Oliver Rauhut, da Coleção Paleontológica e Geológica do Estado da Baviera, em Munique, autorizou os cientistas a pesquisas com o fóssil do museu, que como todos os demais espécimes conhecidos é o de um animal jovem.

Os técnicos do museu extraíram amostras - apenas fragmentos de ossos - de uma parte já danificada de um osso de coxa. O ritmo de crescimento ósseo, determinaram os cientistas, não se assemelhava ao dos pássaros, mas refletia ritmo metabólico superior ao dos répteis não dinossauros, ou seja, eles tenderiam mais a ser animais de sangue quente que animais de sangue frio.

Quanto a isso, o arqueópterix parece ser um intermediário entre répteis e pássaros, com crescimento em ritmo possivelmente semelhante ao dos marsupiais, segundo os estudiosos. Comparações com outros espécimes de dinossauros aviários indicaram que a estrutura óssea do arqueópterix sob exame não era anormal. "As teorias quanto aos passos seguintes para a evolução das aves modernas terão de ser reavaliadas", afirmaram os cientistas ao final de seu artigo, "para ajudar a compreender uma história evolutiva que está se provando complexa".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4045714-EI8145,00-Estudo+desafia+ideias+sobre+ancestral+dos+passaros.html


PS: Quando dizem que a teoria da evolução não passa de uma ciência histórica, ainda tem gente que acha ruim. Entenda por ciência histórica aqui a falha na reconstrução objetiva do passado, pois na ciência histórica são usadas narrativas "forçadas " por suposições do cientista envolvido, que faz papel de historiador. Existe muito mais subjetividade em uma ciência histórica, que qualquer outra coisa que possa ser considerada como objetiva dentro da mesma, pois você monta toda uma narrativa colocando o que acha melhor nas inúmeras partes que faltam do quebra-cabeça.

PS²: Para saber mais sobre o arqueópterix ou archaeopteryx, leia um ou mais artigos aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ardi - O Que Você Não Lê Em Muitos Lugares Sobre Esse Fóssil!


Tudo o que você quase não lê sobre Ardi, pois não é muito divulgado, nós postamos aqui para você!


Ardipithecus FAQ [em inglês]

Unpersuaded [em inglês]

Losers of the day [em inglês]

"Discovering Ardi" [em inglês]

Ardi woes [em inglês]

Dr. Zaius, Dr. Zaius [em inglês]

Whoa, who stole the data? [em inglês]

Ardipithecus proportions [em inglês]

PS: Todos os links em inglês foram extraídos daqui.

Boa leitura a todos!